segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Mercado;



O mercado de trabalho é o "bicho papão" dos jovens que não entram na faculdade no primeiro vestibular.
Fora da faculdade não existe oportunidade para estágio,  o  mercado não tem espaço para pessoas inexperientes, e as poucas vagas que surgem não proporcionam ao jovem tempo suficiente para se dedicar aos estudos, como os shoppings e centros da vida.
Então aqui estou para partilhar mais um dilema na vida de um jovem da Geração Y;

Desde que iniciei o ensino médio, tive vontade de trabalhar um horário.
Pensava que se já tivesse alguma experiência, o mercado seria algo menos "assustador".
No entanto,  meus pais não permitiram trabalhar antes de concluir os estudos, sabiam que podia atrapalhar meu desempenho e decidiram não arriscar.
Os mesmos que me protegeram me impulsionaram quando perceberam que eu estava pronta.
Assim que completei 18 anos fui indicada pra fazer um teste em um núcleo de Ortopedia.
Passaram-se os três meses de experiência e a clínica não pretendia contratar ninguém naquele momento, então, fiquei aguardando que surgisse uma vaga.
Após um mês, fui chamada para substituir a secretária particular de um dos sócios da clínica.
 Costumo comparar essa época da minha vida com o filme O Diabo veste Prada!
A vida do médico era uma correria, e acompanhá-lo foi realmente um desafio.
Era simplesmente trabalhar com o melhor da área, o que me exigia tempo e muita paciência no começo.
Ser secretária do Dr. Gustavo era a prova de fogo, eu ia ficar por um ano, ocupando o cargo de uma pessoa que trabalhava com ele há 10 anos.
Consultas, cirurgias, relatórios, pacientes, marcações, guias, procedimentos, autorizações...
Trabalhar diretamente com pessoas que já estavam acostumada com outra pessoa, ia ser inevitável que surgissem comparações.
No entanto, a experiência foi muito boa, mas como eu disse, a fase chata do filme, a renúncia ás outras coisas da vida profissional e pessoal.
E o bom profissional é aquele que consegue organizar bem seu tempo para ter vida pessoal também.
Após essa primeira experiência ficou muito claro que nem sempre o melhor profissional é o que possui um currículo extenso.
Existem características que definem melhor o perfil do candidato em um processo seletivo nos dias de hoje.

Esse meu primeiro contato com o mercado que me abriu as portas da instituição que trabalho hoje.
Eu não possuia nenhuma experiência e ainda assim, realizei tão bem as atividades que me foram propostas que meu contrato de nove meses foi renovado por mais um ano.
E foi nesse espaço de tempo que participei do processo seletivo do HMAR, aproveitando para parabenizar à INTEGRAR, responsável pelo setor de Recursos Humanos do Hospital Memorial Arthur Ramos.
O processo seletivo dividido em: Prova psicotécnica, Dinâmica em grupo, Entrevista individual, e adaptação ao setor(3 dias de experiência), foi realizado de forma clara e respeitosa entre todos os candidatos.
Participei do processo para uma vaga de recepcionista, e de acordo com meu desempenho, fui convidada a assumir um cargo de auxiliar administrativo, cargo esse que me possibilita ser o contato do hospital com os convênios, no que diz respeito a procedimentos de Emerência.
Trabalhar diretamente com a coordenadora do setor e desenvolver o manual de atendimento me proporciona vivenciar na prática o que me é proposto em sala de aula.
Com isso, se me permitem uma dica, a palavra que abre portas para o mercado é OUSADIA, gostaria de sugerí-la.
Mesmo que não tenhamos uma bagagem extensa nem credibilidade no mercado, nós que vamos dizer pra que viemos e mostrar do que somos capazes!
Afinal é mais que fazer a diferença, é surpreender nos minimos detalhes, é disponibilidade, empatia e PROATIVIDADE!
Boa Semana!

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